segunda-feira, 26 de outubro de 2009

Silêncio

Agora o que faço é silenciar-me, ao menos por aqui, lugar que na verdade, sempre foi para mim uma eterna apatia de sons, se julgarmos este, palavras que eu queria lhe dizer.
Agora o que faço é esperar, esperar e escrever, escrever em outro lugar, pois deste teclado não sai sol, lá, sí, apenas tec, tec, tec.
Faço uso das palavras escritas, não tão imediatas.

Deixa o tempo passar, por maior que seja esta agonia, deixa o tempo contar sua história, cantar sua música, deixa o tempo girar o relógio e fingir que é amigo, deixa o tempo brincar de maestro enquanto rege nossas vidas.

Por favor, eu lhe peço; não ligue para o tempo, pois este é um bricalhão.
Por favor, eu lhe peço; me espere, deixa-me esperar-te.

Por favor, eu lhe peço, encare o tempo junto a mim, pois sem você o tempo me arrasta, se arrasta e não passa, sem você o tempo me enlaça em delirante loucura.

Ser de pano, pisciano. Sou apenas ser humano.

quinta-feira, 17 de setembro de 2009

Sopra vento, o coração

Pois bem, vou lhes contar uma história que pode não parecer uma história.

O vento soprou, soprou, soprou pra longe o coração sem direção que buscava Céu Azul.
O mesmo vento que levara em pó, cada grão daquele que se espatifara ao chão, ajudava agora sua busca pela Nuvem, pelas flores, roxas flores.

- Onde estão as roxas flores? - Perguntou o coração ao pequeno João de Barro.
- Longe ali, é só seguir. - Cantou, depois voou.

O vento soprou, soprou, soprou pra longe do dono seu coração de pisciano, errante cigano, já cansado das viagens pelo mundo, mas disposto e encontrar seu novo rumo.
O mesmo vento que o espalhara, dedicava-se como nunca, soprava forte sempre ao norte.

- Ei gavião, onde encontro as roxas flores?

Pobre coração, resolvera perguntar logo ao gavião que caminho tomar. Mal sabia ele que o gavião, que na verdade era ela, tinha filhotes para alimentar.

- Venha comigo que vou lhe mostrar - Não foi por maldade, mas por maternal instinto. Todos sabiam que não havia melhor alimento que um coração apaixonado em busca d'uma raíz pra se prender, d'um novo amor pra aprender, de roxas flores; eu e você.
- Mas João de Barro indicou o norte, p'ronde sopra o vento forte. Gavião, você quer me enganar?
- Claro que não, meu bom coração. João de Barro é doido de pedra, o caminho, ele sempre erra!
- Mas como pode o João de Barro ser doido de pedra, se leva ao nome, sobrenome Barro?

A mãe Gavião titubeou, pensou, calculou. Não tinha mais desculpas, abriu garras e fez rapina. Avançou para o pobre coração com maternal, que pode-se considerar sobrenatural, força. Cravou-lhe as garras, como amarras.
Preso e surpreso, o coração suplicou.

- Ah Gavião, não me coma, tenho gosto ruim. Sou amargo e sou salgado, sou pior até do que aspargo.
- Você não veio da horta, muito menos seu gosto me importa, pois se faz bem, minha cria te suporta.

Chorava, o coração chorava. Chorava e suplicava.

- Ah Gavião, não me faça de alimento logo agora que fiquei amigo do vento. Ah Gavião, não me coma, pois do amor sinto o aroma. Ah Gavião, não me deixe só as dores, permita-me encontrar as roxas flores, permita-me viver e amar, e ao fim, n'outra vida, venho os teus filhotes alimentar.

Longe bem longe, o menino se agachava, pois seu peito murchava de dor. Lágrimas limpavam-lhe do rosto a sujeira, mas enchiam sua alma de densa poeira. Poeira chamada memória. Memória chamada dor. Dor, causada por Mãe Gavião, que só queria dar aos filhos saúde, com toda razão.

- E se você não voltar? - Perguntou Mãe Gavião.
- É que não encontrei só amor, encontrei minha alma, o meu mundo. Se eu não voltar, é que deixei de ser um moribundo.
- E porque eu deveria me importar?
- Pois se não fosse o amor, não haveria sua cria. Me permita amar, por favor oh Gavião.

A Mãe Gavião pensou, pensou, pensou tanto que nem notou quando novamente, o vento soprou, soprou, soprou com tanta força que sua asa não aguentou seu peso mais coração, e o largou para espatifar-se ao chão.
Ao chão? Não.
Dessa vez não. O coração estava leve, apaixonado.

Na vez que se espatifou em fria pedra a beira mar, o coração estava pesado, carregado, magoado, cheio das dores do passado. Dessa vez era leve e livre como uma lebre.
Ao sentir-se com paixão, o peito do dono pediu respiração. O menino, achando que fosse falta de ar inspirou, inspirou, inspirou e encheu-se de ar o coração, para assim poder voar a fim de encontrar linda Nuvem de Roxas Flores, pra nas raízes plantar sua paixão, inventar seu amor.

O vento, agora amigo, soprou tão forte, que logo lá estava o norte.
Como um balão, o coração voou e mais uma vez perguntou, dessa vez ao Bem-te-vi

- Ei, Bem-te-vi, onde está a linda Nuvem das Roxas Flores?

O Bem-te-vi, reconhecendo ali o que faltava, cantou.

- Bem-te-vi, coração, era você que me faltava.
- Eu que lhe faltava? Mas não sou seu, Bem-te-vi, sou do menino que não sabe voar, que esqueceu de amar.
- Pois bem, esqueceu a tempo atrás. Hoje sou novo, hoje sou seu, você é meu, sou eu.

Espantado, o coração balão do antigo menino que não sabia voar, vislumbrou a sua frente seu dono, suas asas, seu guia e sua alegria.

- Então foi assim que o vento amigo aprendeu a soprar-me ao norte, para a sorte?
- Pois bem, foi assim. Pois agora com o vento eu sei falar. Sou de Céu Azul, e lá é isso que se faz estudar. A língua do vento, dos pássaros e da Nuvem de Roxas Flores que se chama Jacarandá. Agora chega de prosa, entre em meu peito e me faça amar, já!

Não houveram delongas, o vento soprou e no peito de Bem-te-vi, o coração se encaixou.

Lá estava, bem ao norte, o menino que no passado não sabia voar. Bem ao norte, com muita sorte, era um pássaro que sabia onde pousar, a quem acompanhar, por quem se apaixonar.

Em Céu Azul, Bem-te-vi se entendeu com o verbo amar, se entrelaçou n'um novo lar, longe do mar, mas junto do vento que poderia levar-lhe em qualquer lugar que tivesse um céu pra voar.

Em Céu Azul, Bem-te-vi encontrou linda Nuvem das Roxas Flores, chamada Jacarandá, e foi ela quem lhe ensinou a amar, e foi ela quem lhe mostrou seu novo lar, tirou seu medo do vento e também do mar, tomou-lhe o ar e o fez voar.

terça-feira, 15 de setembro de 2009

Pobre louco, curioso

Essa não é uma situação normal, não na vida de um louco.

Este louco sempre adimitiu ser louco, entretanto ele nunca havia presenciado a própria loucura em consciência. Hoje, isso aconteceu, nosso louco tomou ciência de como realmente é ser louco.
Sentiu-se preso, enjaulado pelas paredes. No peito, forte angustia lhe rasgando o que já não mais lhe pertencia. Pobre louco, tão saudável, tão louvável, alguns até diriam afável, entretanto, pobre louco.

Tudo começou na ausência.

Abriu sua gaveta para descobrir a ausência de seu vício, foi o suficiente, deu-se início. Sentiu no peito o que não tinha. Confuso por sentir sem ter, tentou lembrar-se do papel amassado, entretanto nosso louco já não tinha mais espaço para o laço da memória, nosso louco era vazio, ele não sentia mais frio.
Angustia, veio a angustia.

- Ó calma, porque não vens para afagar minha alma?

Paredes comprimidas, criatura reprimida. Se humano, por engano um cigano. Sem raízes, sem memórias, isolado na apoteose de empoeirado deserto, perdido na imensidão silênciosa do universo.
Não aguentou, tornou-se bicho. Pulou aos cantos, correu em prantos.

- Não sou insano, não sou de pano. Sou só um louco, sou pisciano.

Não é tão fácil quanto parece, para um louco, encarar a própria loucura.
Tentem entender, meus caros amigos, este insano pensamento que pode acabar tornando-se um diálogo, um monólogo, ou quem sabe, o simples prólogo de meu ponto final.

Não sei o que me deu, o que me aconteceu. Corri aos cantos em prantos, pelo quarto fechado, trancado. Senti raiva, senti raiva, senti muita raiva.
Não, eu não senti raiva. Vou mostrar-lhe meus pensamentos, meus sinceros lamentos.

Como eu odeio ser de peixes. Toda essa sensibilidade, essa curiosidade. O pior de tudo, é que amo os extremos, e o ódio é um dos maiores extremos que pode se sentir, sendo assim, misturo tudo, como fazem todos nesse mundo, e torno-me tão normal quanto você, quanto eu.
Ah, ser normal. Ter angustias e pensar que é louco, isso é ser normal. Sentir, amar, odiar. Eu vislumbrava na loucura, minha normalidade, mas bati de frente com a insanidade. Maldita insanidade.

Ganhei tantos elogios que fui olhar-me no espelho, como de sempre. Porque olhar-me no espelho? Nunca havia me perguntado, aliás, preferia ter assim, continuado. A pergunta incitou-me a bestialidade, lançou-me na essência da humanidade, em retrocesso, tornei-me pura agressividade.
Quebrei vidro, beijei sangue, manchei alma, e tudo isso só por raiva. Raiva?
Perguntas. Quantas mais virão? Eu não sei, não sabia, não queria saber. Olhei minha mão e vi meu sangue, lembrei da vivência e quis desmaiar, acabei por me concentrar e percebi toda loucura.

- Que direito tem meu peito de levar-me tão distante, colocar-me em pranto, sujar-me de sangue?

Vou contar-lhes meu último segredo. Sou curioso, penso nela todas as noites, todos os dias, em todas as dores. Quero saber, descobrir.
Minha proteção? Sou covarde. Mesmo sem saber em qual deus acreditar, mesmo sem crer que há pecado, tenho medo de tornar-me um pecador, temerário, sou hipócrita, sou um louco, um desertor.

E ao fim? Vou descobri-la.
Para constar, odeio textos assim. Amo meus extremos, meus sentimentos.
Não sou rei, nem sou herói, não sou alguém que se auto-destrói.
Sou só um louco, sou só você.

segunda-feira, 14 de setembro de 2009

Um Mundo Girou; Mudou

Foi em um frio dia de julho que o mundo voltou a girar.

Pois é, meus amigos. O mundo não estava mais girando, as cores estavam desbotando e no céu não se viam mais sorrisos, apenas o cinza nublado, mesmo no dia mais ensolarado.
Não que houvesse se perdido a vontade de sorrir, muito pelo contrário. Vontade havia de sobra, e não só vontade, havia procura. Mas nem sempre se encontra o que procura, e não é tão fácil assim para quem já conheceu a loucura, procurar em desbotada pintura chamada vida, um novo sorriso.
Ter um rumo entre as ruas e não ter um mundo entre as luas enlouquece até os que já são loucos, pois ao passar de cada noite, ao trocar de cada lua, ao nascer de cada sol sem um chão pra dividir, coração para sentir, o que é louco esquece a vida e resolve ser comum, ser normal, qualquer um.

Pobre louco, andava cego a fingir cores enquanto procurava seus amores, coração escapulido a beira mar, espatifado em fria pedra, bem espalhado por fresca brisa dentro de um mundo com pouca trégua.
Empoeirados para ca, empoeirados para lá. As noites passaavam, as luas trocavam e o louco, que já não era mais tão louco por ser apenas qualquer um, encontrava cada vez menos vestígios do que o vento havia lhe tomado. Seu antigo coração, procurado grão a grão, continuava espalhado.

- Ora essa! - Disse um dia este louco - Quanto mais eu procuro, menos grãos eu consigo colher. Pois bem, eu desisto, não quero mais ver este jardim florescer. Chega de terra, de coração, chega de viver pra catar grão, de olhar pro céu e não ver azul. Deixe o mundo como está, parado, assim pelo menos vou sempre saber onde tudo encontrar, e o maldito coração eu deixo pra lá.

O mundo não girava, as cores não voltavam, o céu não azulava e o pobre louco não andava. Não que fosse pobre, pois era rico de saúde, cheio de amigos e com muita juventude, mas esse louco tão comum, era como eu, você e qualquer um: Ser humano, ser de pano, sereiano, pisciano de papel, que na água se desmancha e no vento voa ao céu.
Passaram-se dias, e o mundo parado. A semana virou, mas o mundo não girou. Um mês se completou e mesmo assim, o céu não azulou. Foi-se um ano, e de tão parado que mundo estava, as rimas do pobre louco resolveram, como ele, ser bem pobres e passadas, todas feitas de passado sempre em papel amassado.
Mas depois de um terceiro parágrafo, de um ano sem graça, sem cor, sem céu, sem dor, amor, e todas outras rimas normais que qualquer um acha que é clichê demais, mas que sempre nos satisfaz, surgiu um frio dia de julho que fez o louco perceber, entre o entardecer, ou quem sabe anoitecer, os motivos de todos grãos de coração terem repentinamente desaparecido: eles haviam encontrado um imã!

Tudo o que ela lhe pediu foi uma conclusão, nada mais justo que uma conclusão, entretanto concluir, naquele momento, era difícil. O louco finalmente reencontrara sua loucura, tão gostosa loucura que estava perdida a muito tempo. Lá estava ela, e a sua volta cada grão do coração que ele havia procurado, todos grudados. Não havia um que estivesse faltando.

- Conclua, companheiro - disse ela, que era bela - Conclua.

O coração do louco, que já não era mais pobre pois tinha a sua frente uma riqueza incomparável, cheia de beleza, cheia de encanto, que tinha como imã aquela grande certeza, disparou. Ele batia forte, mesmo estando estilhaçado, batia forte.

- Me dói tanto o coração quando você fala isso, moça! - Disse o louco enquanto sorria, enquanto olhava para linda certeza, enlaçado, encantado, querendo estar apaixonado. Sim, ele havia desistido dessa procura a um tempo, não se importava mais com a falta de cores e não ligava mais pro mundo sem movimento, mas isso o tornava qualquer um, e não era isso o que ele queria. O louco queria ser louco. Louco de amores, de encantos, de sentimentos. O louco havia encontrado sem querer, um novo mundo para viver, com rimas pobres ou rimas ricas, infinitivo ou pretérito, a gramática não mais importava, pois ali ele via seu grande motivo. Não se tratava de relativo, mas sim, definitivo.
Ela sorriu, ao som das palavras ela sorriu.

- Colorido - pensou o louco - meu mundo voltou a ser colorido.

Passou-se o tempo, chegou a noite. O frio? Não, este continuou e até piorou. Mas quem disse que o louco notava? Sua alma chamuscava, seu jardim tremia e seu mundo não girava, mas fazia barulho.
Olhou pra ca, olhou pra lá e por fim a encontrou. Pegou viola, deixou sacola e fechou sua gola. Ah, esse louco, pra que fechar a gola? Pra que apertar a garganta, pra que vestir armadura, pra que não querer ser criança?

Aqui eu começo a perceber que misturei coisas, misturei verbos e conjugações, misturei muitas coisas em narrações. Peço perdão, peço perdão, não foi minha intenção. Acontece que este louco vive em mim, e conto aqui a introdução de sua grande história, que no futuro tornou-se um grande amor, e que, muito provavelmente, já lhe estava entrelaçado, destinado desde remoto passado.
Queria eu ser escritor, mas já que sou louco, finjo que escrevo e continuo essa história.

Em noite fria, em noite bela, o tal do louco confabulou, se encantou, vislumbrou o que mais a frente se tornaria, conjugaria.
Naquele dia, naquela noite, naquele frio, um novo mundo surgiu. Sim, tudo se coloriu. O desbotado mundo debochado pertencente ao dono de coração espatifado sentiu-se novo, sentiu-se outro. Mal sabia que, em toda sua vida havia procurado no lugar certo o que ali, havia encontrado.
Lugar certo? Céu Azul. Era pro Céu Azul que ele olhava em dias tristes, e mesmo quando não estava azulado, ele sorria, pois fechava os olhos e lembrava a antiga cor.
Lá estava a mais bela nuvem com seus ramos frescos e leves, com suas flores lindas e roxas, com raízes fortes e frouxas pra não enforcar, feitas para encantar, enlaçar e fazer querer amar.
Duas, três, mil. Quantas foram as horas de prosa? O louco nunca soube, pois foram longas, e foram curtas, foram lindas e bem vindas, foram sementes, flores e presentes.
Presentes? Sim, presentes. Os melhores presentes, chamados sorrisos.

Naquela noite as engreanges fizeram barulho, queriam movimentar-se naquele frio dia de julho.
Naquela noite um mundo voltou a girar, um louco passou novamente, a querer amar.

quarta-feira, 2 de setembro de 2009

Minha Primeira Coluna


Estou a um bom tempo sem postar, mas não significa que parei de escrever, apenas não tenho me sentido a vontade para complartilhar minhas péssimas criações, entretanto, agora vou ser colunista de um jornal. Já que as colunas serão vistas por algumas centenas de pessoas, alunos, no caso, vou posta-las também aqui, que tem menos leitores, mas os poucos que existem são de valor inestimável. Obrigado a todos vocês, leitores, amigos, amigas, amores.
Bom, chega de delongas, aí vai a coluna:

PRA PENSAR NA GELADEIRA

Desde pequeno eu sempre tive o costume de abrir a porta da geladeira mesmo quando estava sem fome, apenas para pensar em alguma coisa. Muitas vezes acabava não pensando em nada, mas ainda assim lá estava eu, com a porta da geladeira aberta sem ter motivo aparente, distraído com alguma nova e excêntrica comida em conserva, como a Feijoada Enlatada que eu nunca tive coragem de provar.

Perguntei a outros amigos se tinham o mesmo costume e não me surpreendi ao descobrir que sim. Parece que abrir a geladeira para pensar tornou-se parte da atual cultura social.

O pior de tudo é que, junto de meus amigos, chegamos a conclusão de que na maioria das vezes abríamos a geladeira para pensar inutilidades, por isso resolvi criar esta coluna, onde tentarei abordar bons assuntos para pensarmos enquanto vislumbramos distraidamente o interior de nossas geladeiras. Ao menos assim a energia gasta e o mal a camada de ozônio não será de todo, tão inútil.

Por hora, proponho a vocês apenas duas coisas: que tentem lembrar-se das coisas que acabam pensando ao abrir a porta de suas geladeiras e que, quando forem abri-las para pensar, que ao menos encham um copo com água para beber, assim não se gastará energia elétrica à toa, e claro, vocês estarão fazendo bem a si mesmos, hidratando-se e fazendo o pouco que nos falam para fazer em meio a esta epidemia de gripe, que é beber muita água.

PS: O rapaz da foto carregando a geladeira deve ser no mínimo, um grande filósofico, um pensador, já que leva a geladeira para todo canto, sempre pronto para abri-la e pensar.

terça-feira, 25 de agosto de 2009

Respira Fundo

As vezes o peito clama, desesperadamente, por oxigênio.
Eu, que sei o que é, respiro fundo, até meu máximo, mas ainda assim não consigo suprir esse vazio, essa falta de suposto oxigênio que meu peito sente e se engana.

Aqui jaz um escritor sem inspiração; tem coisa pior?

segunda-feira, 13 de julho de 2009

Do Coração, um Grão

Certa vez escrevi um texto e uma poesia que citavam coração, pó de areia, vento e mar, mas foi um improviso escrito em uma folha qualquer.

Nele eu falava de um tal coração que, certa vez em uma pedra a beira mar escapuliu de uma mão e foi parar no chão.
Coitado do pobre coração, o encontro com o chão o transformou em milhares de grãos tão pequeninos quanto pó de areia.
O dono do dito cujo ainda correu para salva-lo, tentar mais uma vez guarda-lo, mas eis que no momento, o cruel destino mostrou a face, e sorrindo assoprou uma brisa.
Ah, gostosa brisa, não fosse o fato dela ter levado para bem longe ao mar, todo pó de areia que a poucos momentos era só um coração.

A tal da brisa soprou aos cantos o pó de areia, o coração. O pó pousou por partes e pessoas, as quais o dono apaixonou-se.

Assim nasceu o amor diário. Um estranho encanto no qual o dono, em busca de seu coração, sentia por desconhecidos que, diariamente passavam a sua frente, entravam no ônibus, trocavam bom dia e sumiam para sempre.

domingo, 5 de julho de 2009

Linguagem Pesada


Não abandono meus sorrisos, mas não nego as amarguras
não me queixo dessa vida, mas sou cego as ruas cruas
me responda, grande amigo
onde está a sua loucura?

Você se faz de grande, se faz de forte
mas no fundo, é apenas um suporte

Como queres mudar o mundo,
se és também, um dos imundos?
Como podes citar justiça,
se bem no fundo, só tens preguiça?
Como podes clamar verdades,
se mentes sem ter teus pesares?

Adora falar mal dos que falam de amor,
mas bem no fundo já sentiu essa dor.
É amigo, é amiga: Para mim vocês são tolos,
orgulhosos vingativos, juventude sem miolos.

Se permitem sentir dor
mas ao ver um pobre louco
reclamar de seu perdido amor
o apedrejam com palavras, não o perdoam, lhe trazem magoa.

Não respeitam os próprios pais, indiferentes delinquentes
como eu tenho raiva de vocês, como eu tenho raiva de vocês.

Os piores sempre comparam homens a cachorros
demagogos, pobres tolos sem miolos
fingem ter a preferência pelos pobres animais
fecham os olhos para os pobres racionais, que nas ruas sofrem frio
que nas ruas metem tiros, tiram vidas e feridas
pois não sabem o que é ter vida.

Tenho raiva de vocês, que julgam todos
tenho raiva de vocês que não ensinam a sorrir, que não ensinam a viver
são egoístas até na hora de morrer, conturbados desalmados.

Sabe o que me da mais raiva?
Aqueles que adoram falar que o amor é banal, que fazem de tudo para não sentir algo anormal.
Viver é sentir todos os extremos, é permitir todas as cores.
Malditos! Malditos! Malditos!
Falam mal do povo e adimitem ser iguais!
Não buscam soluções, se fazem de anormais!

Desgraçado, se você é um acomodado não venha reclamar do pobre que está ao seu lado sentado.
Não venha falar mal do mentiroso, se também conta mentiras.
Grita com a mãe e se arrepende, sente culpa mas não pede desculpa?
Ninguém te entende?
Seu delinquente.

Por favor, meu bom amigo. Por favor, querida amiga.
Chega de gritar, de criticar, de esbravejar.
Chega de apontar, de escravizar, desrespeitar.
Chega de tentar me fazer chorar com toda sua hipocrisia, toda essa demagogia.
Agora é minha vez.

Cachorros são cachorros, homens são homens. NUNCA os compare!
Não são melhores uns que os outros, não são piores uns que os outros.

Você reclama dos que estão a sua volta, eu te digo:
A sociedade te influencia, queira você ou não;
Aqueles que estão a sua volta, são teus semelhantes, admita você ou não.
Você escolhe com quem você anda, você escolhe os seus amigos, você escolhe os seus caminhos.

Não esqueça que viver é um bom motivo pra sorrir, por favor!
Não me diga que amor rima com dor. Aprenda a amar, ame intensamente.
Viva intensamente, sinta intensamente.
Seja feliz, seja triste, seja humano.

Não negue sua origem, não negue suas palavras.
E chega de falar: "não entendo como eles podem fazer isso".
Tente entender, tente solucionar, e pare de apenas falar.

Mas antes de mais nada, aprenda a sorrir
antes de mais nada, venha me criticar
pois só assim eu vou crescer
só assim você vai me ensinar.

Aprendam a sorrir e a fazer sorrir.
E claro, me critiquem. Eu quero crescer, eu quero aprender.
Venham me ensinar, tentem me amar.

quarta-feira, 1 de julho de 2009

Quarta-feira

Quarta feira de leite ao café com canela e chocolate: Capuccino;
Quarta feira de conversas, capuccinos e cinema:
Quarta feira, beijo californiano com gosto de hollywood: Fósforos?
Quara feira, na beleza a surpresa de uma estrela: Atrevido!
Quarta feira, com certeza a favorita.

Sempre gostei das quartas. Dia de futebol, resultados e atitudes. Meio de semana como meio de história. Expectativas ante um clímax, sorrisos por improvisos; Na quinta os resultadso, será que ainda tenho sorte nos dados?
Sim, ainda tenho. Universo move e mundo gira,quanto a minha sorte, essa ninguém me tira.

Para o filme, uma trilha;
cante e encante com Semisonic: Secret Smile